quinta-feira, 11 de setembro de 2014

saudade da jabuticaba, da casa da árvore, do pequi que é com arroz, também com galinha... pequi que é também amarelo, da cor daquele cerrado ao cair do sol. saudade da roda de música, do violão dele, daquela família, do carinho entre os cabelos, da guerra com almofadas que era também pelo controle, controle da vida. quero sucesso, mas quando o sucesso não parece combinar com a nostalgia, já não pareço querer o sucesso. quero a roda de música com viola caipira e feijão tropeiro, regado a quiabo babado e carinho de mãe. mas quero vida mansa, mas quero desafio, mas quero dançar levemente, mas quero ser dona de mim. há tanto querer dentro de mim que não posso pensar no sucesso, penso mais uma vez na saudade e nos sonhos, sonho. estagnada, sinto tudo, quero tudo. posso tudo.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Ignorância de viver

Vazia por dentro, percebo que o tudo é intenso demais pra nos manter satisfeitos. Mas quando se perde, também não satisfaz. Nem ganhar, nem perder... igualmente vazio. Aquele momento que sabe-se nada sobre o que é preencher o nada. Ignorância de saber viver, mas falta de coragem de não vive-lo.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

23 anos. Ela continua a dizer as mesmas interjeições que sempre disse, "tu não consegue ficar quieto, né?". Ele ri, continua entusiasmado com seus aparelhinhos, a cultura apple continua viva e cada vez mais forte. Agora não se baseia mais em sonhos e sim em consumo real de tudo que sempre desejaram, é? Acorda-se cedo, algumas horas de um longo café da manhã, falando de coisas repetidas que se atualizaram ao longo dos anos, a política do país, a educação, o atraso, a supervalorização do país estrangeiro, onde tudo parece mais bonito e fazer mais sentido. Pra mim a beleza está em permitir-se olhar para o céu mais uma vez. Lava a louça, olha e-mails, toma banho, dorme um pouco mais... decide-se pra onde se vai. Mas agora está na hora do almoço e almoçar em casa é mais barato. Início da tarde estamos finalmente pegando o trem para algum lugar legal. Na essência tudo continua igual, uma irmã casula, um irmão gênio, um pai caipira e uma mãe mãe. Cada um com suas funções, sempre as mesmas. Ao olhar da sociedade e para ela tudo muda, mas pra nós tudo permanece. 23 anos.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Por conta de uma aventura corremos os maiores riscos, risco da perda de um amor, risco de ganhar uma nova paixão, risco de se apaixonar por um novo lugar, de querer abrir mão de tudo que ficou, ou, ainda, o risco de tudo aquilo não passar apenas de uma aventura e querermos voltar à origem, para a situação de equilíbrio, estabilidade. Mas depois da aventura, não haverá mais estabilidade, o momento foi alterado, pra sempre, o que você terá será o passado modificado para algo novo, e assim o ciclo se repetirá, os riscos estarão mais uma vez a nossa frente. Que instabilidade é essa que nos cativa tanto, que nos impulsiona para o desconhecido tantas vezes? A vontade de estar perto do que amamos, mas a vontade de amar mais, amar o mundo que não sabemos como é e nem se é amável. Hoje, tenho vontade apenas de permanecer por algumas horas debaixo de uma cachoeira, sentindo na pele a liberdade da água que realiza o meu sonho, de nunca passar duas vezes pelo mesmo lugar, que desliza por tudo e tudo sente. Mas como essa liberdade não me pertence, ligarei meu chuveiro elétrico, me sentarei durante alguns minutos e imaginarei tudo, flutuando sobre os meus anseios.

domingo, 7 de março de 2010

uma grande mulher.

Secretária de Estado dos EUA na Universidade Zumbi dos Palmares, discutindo temas como educação, ações afirmativas, mulheres, crianças e mundo.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

e o mais belo dos cisnes viverá para a eternidade

para descansar a mente e o coração.



O Lago dos Cisnes
Música: Tchaikovsky
Coreografia: Marius Petipa e Lev Ivanov
Estréia: 1895 em São Petersburgo, Rússia

O Lago dos Cisnes é um balé em 4 atos, um dos mais populares e um verdadeiro conto de fadas. Existe a princesa, o príncipe, o bruxo, encontros, desencontros e um final feliz, onde o bem triunfa sobre o mal.

Sua primeira apresentação foi em Moscou em 1877, com coreografia de Julius Reisinger; um verdadeiro fracasso, não só pela coreografia pobre como também pela atuação da bailarina.

Sua segunda versão que permanece até hoje, teve a coreografia do 1° e 3° atos de Marius Petipa e do 2° e 4° de Lev Ivanov. Os de Petipa são vigorosos e técnicos, enquanto os de Ivanov são extremamente poéticos.

História:
O príncipe Siegfried está completando 21 anos e a rainha, sua mãe, decidiu que no baile de seu aniversário, ele deveria escolher uma noiva. O príncipe, que não estava preocupado com isto, vai comemorar com seus amigos e resolve sair para caçar à noite. No lago repleto de cisnes, se prepara para atirar, quando vê todos os pássaros se transformarem em lindas princesas. A rainha dos cisnes, Odete, dança com ele e conta que todas estão sob o feitiço do feiticeiro Rothbart; durante o dia são cisnes e só a noite voltam a ser mulheres. O encanto só se quebrará se um jovem lhe jurar fidelidade, à meia noite. Siegfried declara seu amor e a convida para o baile, para apresentá-la como sua noiva e livrar a moça de seu encantamento.

No dia seguinte no baile, sua mãe lhe apresenta muitas jovens, mas o príncipe espera com ansiedade a chegada de Odete. De repente, num grande estrondo chega um nobre , que na verdade é o feiticeiro que traz sua filha com a aparência de Odete. O príncipe a apresenta, dizendo que é sua noiva, mas nota que ainda não é meia noite, fica desesperado por só então perceber que aquela não é Odete, mas já tinha dado sua palavra. Muito triste vai até o lago, onde encontra sua amada e suas amigas, conta a ela o que aconteceu e ela o perdoa; juntos se jogam no lago e neste momento o encanto se quebra, o reino do feiticeiro desmorona, ele morre e o príncipe e sua princesa serão felizes para sempre.

(referência: http://www.edukbr.com.br/artemanhas/repertorio_lago_cisnes.asp)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

em boa companhia

Vasculhando os poucos CDs que a vó guarda, encontrei Edith Piaf.
Linda, é ela que está me acompanhando essa semana.



Padam Padam
- Edith Piaf

Cet air qui m'obsède jour et nuit
Cet air n'est pas né d'aujourd'hui
Il vient d'aussi loin que je viens
Traîné par cent mille musiciens
Un jour cet air me rendra folle
Cent fois j'ai voulu dire pourquoi
Mais il m'a coupé la parole
Il parle toujours avant moi
Et sa voix couvre ma voix

Padam...padam...padam...
Il arrive en courant derrière moi
Padam...padam...padam...
Il me fait le coup du souviens-toi
Padam...padam...padam...
C'est un air qui me montre du doigt
Et je traîne après moi comme un drôle d'erreur
Cet air qui sait tout par cœur

Il dit: "Rappelle-toi tes amours
Rappelle-toi puisque c'est ton tour
'y a pas d'raison pour qu'tu n'pleures pas
Avec tes souvenirs sur les bras...
" Et moi je revois ceux qui restent
Mes vingt ans font battre tambour
Je vois s'entrebattre des gestes
Toute la comédie des amours
Sur cet air qui va toujours

Padam...padam...padam...
Des "je t'aime" de quatorze-juillet
Padam...padam...padam...
Des "toujours" qu'on achète au rabais
Padam...padam...padam...
Des "veux-tu" en voilà par paquets
Et tout ça pour tomber juste au coin d'la rue
Sur l'air qui m'a reconnue
...
Écoutez le chahut qu'il me fait
...
Comme si tout mon passé défilait
...
Faut garder du chagrin pour après
J'en ai tout un solfège sur cet air qui bat...
Qui bat comme un cœur de bois...


E pra lembrar um pouco de Paris...